Como a projeção e a auditoria funcionam
Fonte: arquivos públicos do TSE (resultados.tse.jus.br), lidos a cada 30 segundos, município a município.
- Projeção: para cada um dos 5.757 municípios (incluindo exterior) estima-se quantos votos válidos ainda faltam, a partir dos votos válidos do 1º turno. Os votos que faltam seguem a proporção que o município já mostrou no 2º turno; se ainda não começou, usa-se o 1º turno ajustado pela transferência observada na mesma UF.
- Transferência (α): fração dos votos dos demais candidatos do 1º turno que, na prática, foi para o Flávio. Medida nos municípios já apurados de cada UF.
- Por que o oficial engana: as UFs apuram em ritmos diferentes. O % oficial no meio da noite reflete quem chegou primeiro, não o resultado final.
- Teste de lote: cada leva de votos vem de municípios conhecidos, então dá para calcular o % esperado do lote. O z mede quão longe o lote real ficou do esperado, em desvios-padrão calibrados com a própria noite. |z| ≥ 3 = atenção; |z| ≥ 4,5 = estatisticamente improvável.
- Pausas: se o total Brasil do TSE ou os municípios ficam 4 min sem mudar, registra-se a pausa. Na retomada, todos os votos que chegaram durante a pausa são testados juntos.
- Consistência: o total Brasil publicado pelo TSE é comparado à soma dos municípios.
Importante: um alerta estatístico não é prova de irregularidade. Indica onde vale olhar: há explicações comuns (urnas de uma região específica, seções de presídios, zonas rurais, voto de cidade grande). A conferência definitiva é o Boletim de Urna, disponível no site do TSE e nos apps Boletim na Mão e e-Título.